quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Como organizar a sua semana?


Quantas vezes damos por nós, com a porta do frigorífico aberta, a pensar o que fazer para o jantar com um alho francês e meia dúzia de ovos? Se assim for, até estamos safas: faz-se uma omelete! Pior é quando não há mesmo nada e já é tão tarde que não dá tempo para ir ao supermercado. 
Cá em casa há sempre uma reserva de latas de atum e feijão frade, pelo sim pelo não, mas isso não é sistema, muito menos quando há crianças envolvidas. 

Assim, o mais fácil é implementar o sistema do menu semanal. Durante o fim-de-semana, pensamos e apontamos receitas para fazer de Segunda a Domingo, e fazemos a lista de supermercado com tudo aquilo que vamos precisar. 

Deixo-vos aqui o menu que fiz para esta semana.

P.S. Como eu não como carne, mas o meu marido come, acrescento aos pratos vegetarianos, um bife de peru, umas pernas de frango ou um hambúrguer. 

Fica a dica...

Até breve!

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Ensopado de Lentilhas

Desde há 3 anos que trabalho com desportistas, sendo a maioria adolescentes ou jovens adultos. E, tentar convencê-los a comer leguminosas é o mesmo que convencer um gato a ir tomar banho! Se falo de lentilhas, nem sabem o que é! Penso que isto seja culpa nossa que perdemos o hábito de as consumir.  

As lentilhas podem ser verdes, castanhas ou vermelhas e têm em comum com as restantes leguminosas o facto de serem ricas em proteínas, logo ideal para vegetarianos. São ricas em selénio, fornecem quantidades razoáveis de ferro e manganés e contêm ainda fósforo, zinco, tiamina, vitamina B6 e ácido fólio. Também são boa fonte de fibra, ajudando no tracto gastrointestinal. 

Receita Ensopado de Lentilhas

Ingredientes:
- 1 colher e meia de azeite
- 1 cebola picada
- 2 cenouras às rodelas
- 2 talos de aipo em fatias
- 1 dente de alho amassado
- 1 folha de louro
- 250g de tomates maduros
- 1 chávena de chá de polpa de tomate
- 3 chávenas de água
- 150g de lentilhas
- 1 colher de sopa de salsa picada
- sal q.b
- pimenta q.b

Preparação:
Aquecer o azeite numa panela grande e refogar a cebola, as cenouras e o aipo, durante 10 minutos ou até amaciarem. Tirar a pele e as sementes dos tomares e picá-los. Adicionar os tomates na panela juntamente com os outros ingredientes. Temperar a gosto com sal e pimenta. Tapar e cozinhar em lume brand cerca de 50 minutos, mexendo de vez em quando até as lentilhas ficarem macias. Salpicar com salsa picada e acompanhar com arroz ou servir como acompanhamento de um prato de carne ou peixe. 

Até já!

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Overnight oats

Overnights Oats (“aveia de um dia para o outro”), como o nome indica, é uma refeição preparada à noite para ser consumida no dia seguinte. Apesar do nome ter aveia, esta pode ser substituída por outros cereais como centeio, milho, quinoa, granola, muesli, etc..
O bom das Overnights Oats é sua versatilidade, uma vez que podemos fazer inúmeras combinações de sabores usando a mesma base.
Senda esta preparada na véspera, é ideal para aquelas pessoas que se deixam ficar na cama até à última... é só pegar e comer!
Eu, pessoalmente, prefiro ao lanche, antes de ir treinar.

Da primeira vez que fiz, fiquei com fome, porque a Baby C veio pedinchar e acabou por comer metade do frasco. No segundo dia, já fiz a contar com ela, que se agarrou às minhas pernas e não as largou enquanto não lhe dei. Espevitada para 1 ano e meio!!
Para as mamãs que têm bebés mais pequenos, podem adaptar. Basta escolher o cereal preferido do vosso bebé e uma fruta que esteja dentro da idade de introdução dele. O iogurte pode ser utilizado a partir dos 9 meses.

Tradicionalmente, utiliza-se na base 50 ml de leite (ou bebida alternativa) e mistura-se com as sementes de chia ou aveia para engrossar. Deixa-se repousar no frio e, depois, começa-se a colocar os ingredientes por camadas, sendo o primeiro nível de fruta. Inclui-se os cereais (aveia, quinoa, granola, muesli, etc..) e coloca-se mais um nível de fruta. Posteriormente, o iogurte natural (de preferência cremoso por causa da textura) e finaliza-se com mais uma camada de fruta. Vai ao frigorífico e no dia seguinte, pode-se colocar uma colher de chá de xarope de Agave ou mel para adoçar.
ATENÇÃO ao mel nas crianças... este não é recomendado antes dos 3 anos de idade.


Estes são as que preparei, é um pouco diferente, pois não utilizo leite.  A base  de ambas é exactamente a mesma; o que alterou foi a fruta.

Num frasco, limpo e seco, misturar 2-3 colheres de sopa de aveia com sementes de chia. Triturar fruta da época com um pouco de água e envolver na aveia. Depois, colocar por camadas a fruta às rodelas e o 1 iogurte natural. Fechar o frasco e deixar repousar para o dia seguinte, no frigorífico.
No primeiro caso, usei 2 morangos e uma colher de sopa de framboesas e coloquei banana às rodelas. No segundo caso, utilizei manga para a base, e utilizei banana e manga para colocar por cima. A aveia que eu uso é farelo de aveia, que está triturada, mas pode ser a aveia normal. 

Adorei os dois! J


Até já!

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Bebidas alternativas ao leite de vaca

Há uns tempos, escrevi para a revista amanhecer um artigo sobre o leite que pode consultar aqui.

Em jeito de continuação, deixo hoje outro artigo sobre bebidas alternativas para os mais curiosos que desejam experimentar algo diferente. 


Como referi no último artigo, existe uma série de vantagens e desvantagens no consumo de leite de vaca. 
Para aqueles que pensam deixar o leite de origem animal ou, que procuram alternativas ao mesmo, deixo aqui algumas hipóteses de bebidas vegetais. Estas são excelentes alternativas, sobretudo para vegetarianos ou para quem é intolerante à lactose. 
Quando são produzidas com ingredientes de qualidade, são bebidas saudáveis, nutritivas, pouco calóricas e baixas em gorduras saturadas. 
Quando falamos em alternativas, a primeira ideia que nos vem à cabeça é a bebida de soja. Portanto, este artigo vai ser focado sobre todas as outras bebidas que muitos de vós desconhece, tais como a bebida de arroz, aveia, quinoa, amêndoa, avelã, etc.
Algumas destas bebidas são comercializados em pacote mas, infelizmente, ainda são caras e, por vezes, com um excesso de sal ou açúcar. Nestes casos, é importante olhar para os rótulos e ver o que ele nos diz.
No entanto, se optar por fazer em casa, para além de poupar dinheiro, pode aproveitar os resíduos (dos cereais, leguminosas ou frutos secos utilizados) para fazer hambúrgueres, almôndegas, ou até mesmo utilizar como esfoliante.

Bebida de arroz - com um sabor neutro, pode ser utilizada em diversas aplicações culinárias. O seu sabor vai depender do tipo de grão que for utilizado (agulha, carolino, basmati, integral ou um mix de vários). Ao fazer a própria bebida pode controlar o sabor e misturar sementes (chia, sésamo), frutos secos ou canela. 
A particularidade da bebida de arroz é ser de fácil digestão por ser isenta de lactose e glúten. 

Bebida de aveia - esta tem um sabor suave e ligeiramente adocicado. A sua principal vantagem em relação às outras bebidas é o seu teor em rico fibras. No entanto, celíacos não são aconselhados em beber esta bebida, pela possível contaminação de glúten por outros cereais. 

Bebida de amêndoa - com um sabor mais intenso, pode ser utilizado ao natural, com cereais, chá, café ou batidos. 
Sendo as amêndoas ricas em ácidos gordos ómegas 3 e 6 e um nível elevado de vitamina E, a bebida de amêndoa mantém estas características. 
No caso de optar por fazer em casa, para ontem uma mais textura suave, prefira amêndoas sem pele. Pode substituir as amêndoas por avelãs, cajus, pistácios, pinhões ou uma mistura de vários frutos secos, podendo obter diferentes sabores.

Bebida de quinoa - A quinoa é um pseudo-cereal rico sobretudo em hidratos de carbono (maioritariamente na forma de amido), mas contém cerca de 18% de proteínas, que é um valor mais elevado do que se encontra na maioria dos cereais.

Esta bebida, tal como a bebida de arroz, é uma alternativa para celíacos, por ser isenta de glúten.

Porque não experimentar?

Até já!

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Objectivos e metas a alcançar no próximo ano lectivo



O final do ano é a altura que a maioria das pessoas elege para fazer as suas resoluções para o ano seguinte, mas comigo sempre foi diferente. O meu ano é como o ano lectivo, parece que começa em Setembro e acaba em Julho. Penso que acontece o mesmo com a maioria das mães. 

Em Agosto tento desligar de tudo e de todos, até porque o trabalho não abunda. Chego ao final do mês sempre com metas mentais para alcançar, mas raramente as pus em prática. Ou se pus não me lembro, pois não me dei ao trabalho de as escrever. 

Assim, este ano, resolvi apontar alguns dos objectivos que me fui lembrando ao longo das férias. A maioria são coisas simples, mas que, como o nascimento da princesa, ficaram em standby. 

Resolvi partilhar com vocês para me darem uma ajuda a completar a lista.

1. Desligar as tecnologias às 22h e deitar-me cedo

Ganhei o péssimo hábito de ir para a cama com o telemóvel atrás (porque é o meu despertador) e dou por mim a ver as redes sociais e coisas sem interesse a altas horas da noite, quando fazia muito melhor se tivesse a dormir.
Para agravar a situação, quando o marido não está (que é 1/3 do ano), invento coisas para fazer. Por mais sono que tenha, há sempre algo a terminar e dou por mim a deitar-me perto da 1h. 

2. Beber um copo de água com limão em jejum e beber mais água ao longo do dia

Depois de uma noite descansada, nada melhor que começar o dia com uma boa hidratação. A água com limão não faz milagres, mas ajuda a eliminar as toxinas acumuladas durante a noite, sendo um diurético natural; facilita a digestão e o tracto intestinal; equilibra o pH do nosso organismo; e auxilia o sistema imunológico.

3. Não ter preguiça de ir ao tapete (prática do yoga)

Comecei a praticar yoga há alguns anos (9 para ser exacta). Apesar de muitas interrupções, por diversas razões (ter um trabalho que mais parecia caixeira viajante do que nutricionista; viver fora do país; o dinheiro não abundar; etc), o yoga sempre fez parte de mim. 
Com o nascimento da Baby C, tornou-se mais complicado ir ao shala (nem sempre o pai pode ficar com ela) e optei por praticar em casa. Tinha tudo para dar certo, uma vez que a minha prática é bastante sólida. Mas é tão fácil deixar para amanhã e tão difícil manter o compromisso...
Este ano, quero ir ao tapete as 4x/semana que costumava ir, nem que seja por pouco tempo.

Nota: Para os que não estão familiarizados com o Ashtanga yoga (estilo que pratico), este é praticado tradicionalmente 6x/sem. No entanto, como faço dança 2x/sem, tento contrabalançar e fazer yoga apenas 4x. 

4. Meditar

Nunca meditei com intenção, mas sinto que me faz falta. A meditação melhora a concentração, a autodisciplina, a consciência e a serenidade, que é o que mais preciso de momento!

5. Ler e estudar mais

Dei conta que não lia há quase 2 anos. Basicamente desde que a princesa nasceu. 
Este verão desforrei-me e li 3 romances! Que saudades!!
Também tenho de me aplicar mais nos artigos científicos e na actualidade. Dou por mim à conversa com outras pessoas e a sentir-me ultrapassa porque não leio um jornal há tanto tempo que tenho vergonha de dizer.

6. Namorar

Sem ser uma romântica nata, sempre mantive a chama acesa da relação com mimos e surpresas. Ora, isso morreu com a princesa. Quais mimos quais quê! Não há tempo, paciência ou vontade para tal!
Mas não pode ser... É fundamental manter uma relação saudável a dois, nem que seja entre quatro paredes. Vamos lá fazer o esforço, que no final sabe bem!

7. Ser mais assídua no blogue!

Com as férias, casamento e trabalho, descurei no blogue. Não é bom nem para mim, nem para quem me acompanha. Por isso, prometo ser mais consistente e tentar publicar sempre às quartas-feiras. :)

8. Aceito sugestões!! :D

Até breve!

terça-feira, 28 de julho de 2015

Viagens, bebés e comida!

Estamos em época de férias e, muitos de vocês pretendem viajar com os rebentos. A primeira vez ficamos sem saber como nos organizar e, se forem como eu, gostam de levar tudo, para ter a certeza que eles comem bem. 

As mamãs que dão de mamar, têm a vida facilitada, pois o leite está sempre disponível e à temperatura certa. 
Se for de avião, o ideal é dar mama à hora de descolagem e aterragem, pois a sucção atenua o mal estar nos ouvidos. Se for de carro, o melhor é parar (numa bomba de gasolina ou parques) e nunca dar mama em andamento. 

No caso de usar LA, o ideal é o seu bebé já estar habituado a beber o leite à temperatura ambiente, para evitar ter de aquecer. Caso contrário, pode levar um termo com água aquecida. Normalmente, coloco a quantidade de água exacta e, à parte, levo o pó, em recipientes como este:











É importante que não leve o pó misturado na água.

Para os bebés que já comem sopa e/ou prato, o planeamento tem de começar em casa:
1º Conferir com os hotéis se guardam as comidas congeladas;
2º Comprar um termo para transportar (tanto as comidas congeladas, como as quentes);
3º Planear as refeições e congelá-las. 

Já em viagem, na véspera, peça a refeição do dia seguinte para descongelar durante a noite. De manhã, aqueça e leve no termo. 
Dependendo da idade do bebé, pode ter necessidade de ter 2 termos/lancheiras: um para a refeição quente e outro para o frio (iogurte, fruta). 

Eu sou a favor que a fruta deve ser sempre fresca e da época, mas em caso de necessidade, podemos recorrer aos boiões. Esta é a que eu uso pois, para além de ser orgânica, é mais leve e maleável (compro no celeiro), mas existem várias marcas boas (ex. holle, babybio). 


Uma boa viagem e...
Até já!





terça-feira, 30 de junho de 2015

Leite - Beber ou não beber?

A nutrição não é uma ciência precisa e intemporal. Está em constante mudança e, o que hoje se crê como certo, amanhã pode já não ser. 

Podemos constatar este facto com o leite, que há uns anos era a bebida de ouro e, hoje, não se tem a certeza sobre os benefícios do seu consumo.

Desta forma, resolvi recolher factos e expôs-los para que cada um possa optar pela melhor solução para si. É apenas uma opinião e cada um fica livre de tomar o seu caminho. 

Este é um artigo que saiu este mês na revista Amanhecer. Espero que gostem e que vos ajude!

Escrever sobre o leite, hoje em dia, é comprar uma guerra e ferir susceptibilidades, quer seja para quem defende, quer para quem é contra.
Hoje, não vou comprar uma guerra, mas analisar os factos e dar algumas  ferramentas para que o consumidor possa escolher qual caminho tomar: beber ou não leite de vaca. 
Apesar do leite estar enraizado na nossa cultura (eu bem sei a dificuldade que tenho em retirar a meia de leite do pequeno-almoço da maioria dos meus queridos pacientes), ele é relativamente recente na alimentação do humano. Começou a ser consumido há cerca de 10000 de anos, com a domesticação dos animais, após a revolução agrícola, explicando o facto de apenas 30% da população mundial ser tolerante à lactose.
A intolerância à lactose é a incapacidade que o corpo tem de digerir a lactose – açúcar do leite – por deficiência do enzima lactase, cuja função é quebrar as moléculas de lactose para serem absorvidas na corrente sanguínea. Caso não exista este enzima, a lactose não degradada passa para o cólon (intestino grosso), e as bactérias vão produzir hidrogénio e captar água para dentro do cólon. Assim, a quantidade acrescida de gás e água no intestino leva ao aparecimento de sintomas, tais como cólicas, diarreia, inchaço abdominal e flatulência.
É assustador pensar que, em média, apenas 30% da população tolera o leite. Mas este número é a nível mundial, sendo que 90% dos suecos tolera o leite e, em contrapartida, apenas 10% da população asiática tem esta capacidade. 
O que acontece é que, durante a infância, o corpo produz este enzima, pois o leite (neste caso materno) é a fonte única do lactente após o nascimento. Conforme a pessoa vai envelhecendo, o corpo diminui a capacidade de produzir lactase e, com o tempo, esse declínio pode levar a um quadro de intolerância ou não, uma vez que a maioria das pessoas com baixos níveis de lactase podem tolerar até 1 copo de leite, sem ter sintomas. 
No entanto, indivíduos que não possuam nenhuma patologia associada ao consumo de leite podem beneficiar de algumas características nutricionais do mesmo.  Temos o exemplo dos desportistas, em que o leite é a bebida de eleição pós treino, uma vez que é uma excelente fonte de proteína de alto valor biológico. É igualmente rico em vitaminas e minerais e é a fonte com maior biodisponibilidade de cálcio. A biodisponibilidade significa que existe um melhor aproveitamento pelo corpo; até podem existir outros alimentos com maiores quantidades deste mineral, mas este não é bem aproveitado pelo organismo.
Agora, cabe ao consumidor fazer a sua opção e, cabe aos profissionais de saúde aconselhar/informar da melhor forma possível, respeitando as vontades de cada um. 

Até já!

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Receita de papa para bebés acima de 1 ano

Os bebés com mais de 1 ano já têm obrigação de mastigar a fruta e não de comê-la passada. No entanto, de vez em quando, também merecem um miminho, por isso aqui deixo 2 papas que servem de lanche ou sobremesa.

Papa de iogurte com kiwi e pêra

1 iogurte natural (sam adição de açúcar)
- 1 kiwi maduro
- 1/2 pêra
- 1/2 laranja esprimida
- 2 colheres de sopa de farelo de aveia



Papa de iogurte com kiwi e morango

1 iogurte natural (sam adição de açúcar)
- 1 kiwi maduro
- 3 morangos
- 2 colheres de sopa de farelo de aveia



É só misturar e oferecer ao bebé! A minha adorou ambas. 

Até já!

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Receitas de papas para bebés a partir dos 6 meses

Olá mamãs!

Quando a Baby C começou com as papas e fruta, resolvi explorar este mundo de cores e texturas de forma a variar ao máximo a nível nutricional, e proporcionar-lhe um leque de paladares diferentes.

Fui publicando essas papas no meu instagram (my_littlecupcake), mas para ser mais fácil, fiz um apanhado das imagens para publicá-las aqui.

Não se esqueçam que no inicio é importante o bebé experimentar cada fruta individualmente, mas depois dêem asas à imaginação! Houve muitas experiências que não me correram bem ou, simplesmente, ela não gostou do resultado e mandou-me comer a mim! 

1. Abacate e batata doce 

Misturar 1/2 abacate com 1/2 batata doce cozida a vapor (muito importante que seja cozida a vapor para não perder as vitaminas, nomeadamente a vitamina C). 

Curiosidade Nutricional: O abacate é das frutas mais ricas a nível nutricional na diversificação alimentar do bebé. Apesar de ser um alimento calórico, sua gordura é necessária para o desenvolvimento normal da criança. É rico em ferro, cobre, fósforo, potássio, betacaroteno, vitamina E, B6, entre outras. Também é o fruto com maior teor proteico.



2. Papa de várias frutas 1

Misturar 1/2 papaia, 1 pêra e 1 maçã com 2 colheres de sopa de leite e 1 colher de sopa de papa de cereais (sem açúcar adicionado). 
Cozi a maçã e a pêra em pouca água e aproveitei 2 colheres de sopa dessa água para misturar na papa. 

Curiosidade nutricional: A papaia tem baixo valor calórico, rico em vitamina A, C e potássio. Contém também papaína, um enzima que degrada as proteínas tornando a papaia um fruto muito digestivo, ideal para os nossos bebés.


3. Papa de aveia com ameixa e pêra

 Triturar 1 pêra cozida em pouca água com 2 ameixas e misturar numa papa de aveia com leite.

Curiosidade nutricional: Como já falei anteriormente, a aveia é rica em hidratos de carbono complexos (principal fonte de energia), tem baixo teor de açúcar e é das fontes mais ricas de fibras. 
A aveia pode ser consumida crua, mas recomenda-se que seja cozinhada de forma a facilitar a sua digestão e assimilação, uma vez que desta forma é absorvida mais lentamente pelo organismo, retardando o esvaziamento gástrico, que tem como resultado uma maior saciedade.


4. Papa cor-de-laranja

Coze-se a cenoura e meia pêra, em pouca água. Depois, tritura-se juntamente com 1/4 de papaia. Junta-se 30 ml de leite e alguma da água utilizada na cozedura. Por fim, junta-se 2 colheres de sopa de papa de cereais (aveia ou arroz, por exemplo). 

Curiosidade nutricional: o maior benefício da cenoura é ser uma excelente fonte de betacaroteno. São mais nutritivas quando cozinhadas e são aconselháveis quando os bebés estão de diarreia, uma vez que fornecem nutrientes essenciais e açúcares naturais.
É importante descascar as cenouras e retirar-lhes os topos de forma a eliminar os resíduos de pesticidas utilizados. 


5. Papa de banana assada

Assar 1/2 banana com casca durante 15 min (fica preta). Depois desfaça-a com um garfo numa papa não láctea com 150 ml de leite (artificial ou materno). Neste caso utilizei 2-3 colheres de papa de arroz.

Curiosidade da Baby C: A banana é das primeiras frutas a ser introduzida na alimentação dos bebés por ter uma textura agradável para eles. No entanto a minha detestava e cuspia tudo. Neste caso, não só comeu a papa toda, como ficou à espera de mais. Gradualmente, começou a gostar de banana e agora já não preciso assar.




6. Papa de várias frutas 2

Depois de cozer a maçã e a pêra em pouca água, triturar com a ameixa e misturar a aveia.
Não esquecer de cozer num mínimo de água em apenas 5 minutos após levantar fervura.
Aproveitar sempre essa água da cozedura.




7. Papa de maçã e tâmaras


Retirar os caroços das tâmaras e cozê-las juntamente com a maçã, em pouca água, durante 5 minutos.

Curiosidade da mãe da Baby C: Não gosto nada de frutas secas, em especial tâmaras, mas isso não me impede de lhe dar a experimentar. Os meus gostos não devem influenciar os dela. Só me recuso a dar-lhe coelho, uma vez que em tempos foi um animal de estimação. 




Bom proveito para os vossos bebés!

Até já!


sexta-feira, 24 de abril de 2015

Introdução da fruta


É do conhecimento geral que a fruta é uma importante fonte de vitaminas, minerais, fibras e anti-oxidantes, pelo que se aconselha o seu consumo regular e variado. Esta é introduzida por volta do 6º mês (ou antes no caso de bebés não amamentados), mas nunca deverão constituir uma refeição por si só. Normalmente oferece-se ao bebé, como sobremesa, e, tal como os restantes alimentos, deve ser introduzida de forma gradual. Para começar, dá-se apenas metade da fruta e vai-se aumentando para a peça inteira, dependendo da aceitação de cada bebé.
A Baby C., como começou com a papa primeiro (aos 4 meses e 1 semana), a primeira fruta foi apenas aos 5 meses.

Quais as primeiras frutas?
A maçã e a pêra e a banana, são habitualmente os primeiros frutos a serem introduzidos. Devem estar sempre bem maduros e serem, preferencialmente, da época.

Como preparar?
Pode ser crua, cozida a vapor ou assada, esmagada ou ralada.
A fruta crua deve ser sempre preparada no momento, porque as vitaminas oxidam por exposição ao ar e à luz.
Quando cozinhada, deve ser em pouca água e aproveitar a mesma, com casca e caroço para manter a maior parte dos nutrientes. Depois de cozinhada retira-se a casca pois esta tem uma quantidade elevada de fibra que pode levar à má absorção de outros micronutrientes. Só depois do primeiro ano de vida é que as crianças podem comer a casca dos legumes e da fruta.
É importante que, numa fase inicial, a fruta seja oferecida individualmente e não sob a forma de puré de vários frutos, de forma a permitir o treino do paladar, para além de que se o bebé for intolerante a alguma delas, será mais fácil de identificar. Aguarde 3-5 dias entre cada nova fruta, mas vá variando para garantir uma maior diversidade nutricional.

Quais as frutas a evitar?
Durante o primeiro ano devem ser evitados os frutos potencialmente alergogénicos ou libertadores de histamina como o morango, as amoras, o kiwi e o maracujá.
Ainda existe a ideia de que os frutos tropicais só podem ser oferecidos após os 12 meses, no entanto, não existe evidência de maior alergenicidade destes frutos.  Tanto a papaia com a pêra-abacate e a manga, têm uma riqueza vitamino-mineral significativa e que deverá ser tida em conta, justificando a sua introdução na dieta do lactente a partir dos 6-7 meses.


4-5 meses
6-7 meses
8-9 meses
12 meses
Maça
Pêra
Banana
Papaia
Manga
Pêra abacate
Meloa
Melão
Ameixa
Marmelo
Uvas
Pêssego
Damasco
Nêsperas
Ananás
Nectarina
Frutos silvestres
Maracujá
Kiwi
Laranja


Até breve!