sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

A alimentação no 1º Ano

Durante os 9 meses de gravidez, vamos preparando o enxoval, o quartinho do bebé e lendo livros para a chegada do novo rebento. Tiramos cursos e informamo-nos ao máximo para que tudo corra na perfeição. No entanto, só quando nos deparamos com certas situações é que percebemos que pouco sabemos, até porque a nossa cabeça de grávida (e pós grávida… pelo menos a minha memória já não é o que era) não nos permite lembrar o que lemos e começam a surgir as dúvidas. Lá vamos nós a correr para o telefone para ligar à pediatra ou para o computador em busca de uma resposta rápida. 

Começa pela amamentação! No meu caso foi "todo um drama" e, se há algo que me deixou traumatizada, foi este tópico, que deixo para abordar no próximo post.
Mas, este é o primeiro alimento do bebé, sendo actualmente recomendado, em exclusivo, até aos 6 meses e, se possível, manter até aos 2 anos.

Depois vem a diversificação alimentar, entre os 4-6 meses, dependendo da vontade/disponibilidade da mãe e da saciedade do bebé. Há casos, em que a mãe até tem disponibilidade para amamentar, mas o lactente já não se sente satisfeito apenas com o leite materno.

Actualmente, existem duas formas de iniciar a diversificação alimentar: tradicional e “baby-led weaning”. 
Na diversificação tradicional, utiliza-se uma colher (apropriada) e a textura dos alimentos é mais mole e homogénea. Vai-se aumentando progressivamente a consistência e tornando a alimentação mais heteogénea até aos 12 meses, altura em que o bebé já se insere na alimentação da família.
No “baby-led weaning”, os alimentos são apresentados ao bebé inteiros (cortados em pedaços), para que ele agarre com mãos, permitindo-o fazer as suas escolhas e comer nas quantidades que quer, sem a intervenção do adulto. O objectivo desta prática é incentivar a autoalimentação.
Na minha opinião, não aconselho esta última, com o risco do bebé se engasgar, sobretudo se a introdução alimentar for aos 4 meses. Nesta altura eles só sabem mamar; mastigar é uma novidade muito grande, para ainda lhe dificultarmos a vida. Mas não há nada como experimentar, caso a mãe ache que seja melhor para o seu filho (na realidade nós sabemos tudo e, ninguém melhor que nós para perceber a nossa cria). 
A ordem de introdução de novos alimentos não deve ser rígida, uma vez que existem diversos factores (culturais, económicos, sociais e até mesmo pessoais) que influenciam. No entanto, para orientar e facilitar esta etapa (e para o texto não ficar demasiado extenso), elaborei uma tabela, que podem ver abaixo, com a introdução dos diversos alimentos no primeiro ano. Espero que ajude!
Até breve!


4 meses
6 meses
8 meses
9 meses
12 meses
Maçã
Pêra
Banana

Abacate
Papaia
Melancia
Melão/Meloa
Ameixas
Marmelo
Manga
Uvas
Pêssego
Damasco
Nêsperas
Ananás
Citrinos
Frutos vermelhos
Morangos
Kiwi
Maracujá
Batata
Batata doce
Cenoura
Abóbora
Alface
Courgette
Alho Francês
Cebola
Feijão verde
Brócolos
Couve-flor
Xuxu
Agrião
Alho
Acelgas
Chicória
Salsa
Coentros
Funcho
Cogumelos
Espargos
Couve coração boi
Couve Branca
Beringela
Leguminosas (feijão, grão, favas, ervilhas)
Espinafres
Nabo
Nabiça
Aipo
Pimento
Beterraba
Tomate

Lentilhas
Cereais sem glúten (arroz, milho)
Carnes magras (peru
frango, coelho, borrego, vitela)
Peixe magro (pescada, linguado, abrótea, cherne, maruca, peixe-espada, bacalhau,...)
Arroz
Massas
Millet
Couscous
Quinoa
Trigo sarraceno
Kamut
Tofu
Iogurte natural
Queijo
Queijo creme
Gema
Atum
Salmão
Cavala
Sardinhas
Ovo inteiro




terça-feira, 27 de janeiro de 2015

O começo

Faz 1 ano que a minha vida mudou… fui mãe de uma princesa linda, a minha Cupcake. 
Com ela descobri o que é amor incondicional e despertei um nova vocação: alimentação infantil.

Sou nutricionista de profissão, mas nunca tive muito interesse nesta área, apesar de ter trabalhado nela. Sabia as regras, mas não fazia experiências, nem passava horas na cozinha, pois não sentia necessidade.

No entanto, com a diversificação alimentar da minha boneca, comecei a partilhar algumas dicas e receitas no facebook (Nutricionista Sara Romeiro) e, hoje, com o seu aniversário, resolvi desenvolver sobre o assunto, criando este blogue. 

Espero desta forma, poder ajudar as mães que se sentem perdidas nesta etapa da vida dos bebés e, aproveito também para partilhar outros interesses que possam surgir durante o crescimento da minha filha. 
1 Ano de Baby C ❤

Até breve!