quinta-feira, 14 de julho de 2016

11 alimentos que devem evitar (ou não) durante a gravidez!

Olá futuras mamãs! Este artigo é para vocês! 

Também fui mãe recentemente (daí a minha ausência) e, apesar do meu conhecimento profissional, cometi algumas asneiras durante a gravidez, que felizmente não tiveram repercussões graves.

No entanto, ontem, estive pela primeira vez, em contacto com uma mãe que apanhou um susto no terceiro trimestre, ao apanhar toxoplasmose. Por sorte, foi só mesmo um susto, mas com um sentimento de culpa gigante. Não que ela não tivesse tido cuidado, porque teve (ao contrário de mim), mas azares acontecem e, às vezes, basta um deslize para ser o suficiente. 

Assim, resolvi escrever sobre os cuidados que devemos ter durante TODA a gravidez!!

(Eu prometo que, se for ao terceiro, irei seguir à risca o que vou escrever a seguir. São apenas 9 meses da nossa vida... não vou morrer por não comer sushi - ou se calhar vou, ahahah). 

1. SUSHI 
O sushi tem um risco muito baixo de contaminação por toxoplasmose. Era preciso que a água, à qual tivesse sido pescado o peixe, tivesse contaminada com fezes de gatos, ou que houvesse contaminação cruzada (por exemplo, usar a mesma faca de cortar o sushi, que se usou para cortar os morangos que estavam contaminados). 
Isto não significa que podemos comer sushi à vontade; significa que temos de ter um cuidado redobrado e só comer sushi se tivermos a certeza que o peixe foi congelado e preparado com o máximo de higiene e segurança alimentar. 
Em princípio, o peixe de viveiro (como o caso do salmão) não estará contaminado e, como tal não seria necessário ser congelado. Mas todo o cuidado é pouco! Peixe fresco é óptimo, mas não para as grávidas!
Outro problema do sushi é poder provocar uma intoxicação alimentar, que se houver os mesmos cuidados de higiene e congelação, também não será problema. 
Soluções: Ir a um local de extrema confiança, na qual saibam que o peixe é congelado ou optar apenas por sushi de fusão (o cozinhar também mata o parasita), de vegetais/fruta, como os de pepino, manga, abacate (morangos não, ok?).

2. PEIXE E MARISCO
O peixe é um alimento excelente para as grávidas e desenvolvimento das grávidas, graças aos seus ómegas, mas nem todos os peixes são aconselháveis devido às elevadas concentrações de mercúrio que podem afectar o sistema nervoso do feto. Estes são o tubarão (que felizmente não temos o hábito de comer e acho que sobrevivemos 9 meses sem ele), peixe-espada, espadarte e atum. 
Estando grávida, também deve-se evitar consumir mais de duas porções de peixes gordos por semana (salmão, truta, cavala e arenque), porque podem conter poluentes, como dioxinas e bifenilos policlorados (os "famosos" PCBs). 
Não há necessidade de limitar a quantidade de peixe branco e de marisco COZIDO na gravidez e amamentação. Quanto ao atum, no máximo 1 bife por semana ou 2 latas de atum bem escorrido. 
O peixe fumado, como o salmão, é seguro, apesar deste tipo de conservação não eliminar o risco de contaminação pela bactéria Listeria. 

3. CARNE MAL PASSADA
A carne crua ou mal passada é uma das maiores preocupações na gravidez, uma vez que estas podem conter os ovos do nosso inimigo parasita Toxoplasma Gondii, que leva à toxoplasmose (sendo esta uma infecção perigosa na gravidez devido ao risco de levar a malformações no feto).
Felizmente para as amantes de carne (desta eu safo-me), os ovos do parasita não sobrevivem a altas temperaturas, por isso, carne ao ponto ou bem passadas podem ser consumidas à vontade. O mesmo acontece se a carne for congelada. Neste caso, já pode comer carne mal passada, pois os ovos já foram à vida! O ideal é manter a carne congelada durante 4 a 5 dias antes de consumi-la. 
As sortudas que são imunes, não têm de se preocupar tanto, mas devem ter cuidado à mesma, porque apesar de estarem safas da toxoplasmose, não estão safas de ter uma intoxicação alimentar.
Uma vez mais, a segurança e higiene alimentar é importantíssima, por isso devem lavar todas as superfícies e utensílios depois de preparar carne crua, para evitar contaminação cruzada e evitar. Lavem e sequem as mãos depois de tocar ou manusear carne crua.
Isto aplica-se a todo o tipo de carne, enchidos e embutidos! Nestes últimos ainda há o risco, apesar de baixo de ter contaminação por Listeria. Esta malvada provoca aborto e parto prematuro. Não queremos isso, pois não?

4. OVOS
Os ovos não afectam o feto, mas podem estar contaminados pela bactéria Salmonella, causando uma forte intoxicação alimentar. O seu consumo é permitido desde seja bem cozido.
É importante não esquecer que muitos produtos são feitos com ovos crus, como maionese caseira, molhos, gelado.
Para ter a certeza que não corre o risco, o melhor é utilizar ovo líquido pasteurizado.

5. QUEIJO
Queijos como o Camembert, Brie, Chèvre, Gongorzola, Roquefort e Feta devem ser evitados (excepto se cozinhados) por risco de estarem contaminados com a Listeria.
Queijos pasteurizados não contêm risco. O mesmo é válido com o leite e os iogurtes.

6. LEGUMES E FRUTAS
Qualquer alimento que venha da terra e que se consuma inteiro (ou seja, não haja casca para tirar, como o caso da batata) pode estar contaminado com toxoplasmose. Mais, uma vez, se for bem limpo e cozinhado, não há qualquer risco. Se não for cozinhado, deve ser muito bem lavado, por isso, aconselho que seja apenas consumido em casa ou em restaurantes que garantam a sua segurança (já há sítios que lavam com Amukina).

7. CAFÉ
É um tema controverso, mas alguns estudos indicam que quantidades elevadas de cafeína podem causar baixo peso do bebé à nascença, aborto, parto prematuro ou atraso no crescimento fetal. Por isso, hoje em dia, aconselha-se a consumir no máximo 200 a 300 mg de cafeína por dia.
Isto, traduzido por miúdos, é 2 a 3 cafés por dia.
- Café curto (25 cc) - 87 mg cafeína
- Café médio (35 cc) - 95 mg cafeína
- Café Cheio (45 cc) - 98 mg cafeína
Eu ficaria pelos dois, até porque cafeína não é só o café que tem...
- 1 lata de Coca-cola (que espero seriamente que não bebam) - 35-45 mg cafeína (dependendo da marca/tipo)
- 1 lata ice tea (que também espero que não bebam) - 26 mg cafeína
- 1 chávena de chá preto - 45-80 mg cafeína
- 1 chávena de chá verde - 20-40 mg cafeína
- Chocolate preto (100g) - 70 mg cafeína
(Isto são valores médios)

8. CHÁ
Há pouca informação sobre a segurança dos chás de ervas na gravidez, por isso é melhor bebê-los com moderação.
A FSA (Food Standarts Agency) recomenda beber no máximo quatro chávenas por dia, durante a gravidez. Tenham em mente que o chá verde, branco e vermelho contém cafeína.

9. AMENDOINS
Ainda existe o mito que não se deve comer amendoim na gravidez, para evitar que o bebé venha a desenvolver alguma alergia. Esta recomendação era feita a mulheres que tinham história familiar de alergia como asma, eczema, alergia alimentar, etc..
Recentemente, um estudo mostrou que não há nenhuma evidência clara que o consumo de amendoins durante a gravidez aumente a probabilidade de o bebé desenvolver alergia.

10. CARACÓIS
Eu sou daquelas que sobrevivo sem caracóis, pois acha o animal nojento de se comer. Mas sei de muitas mães que sofrem e salivam por este animalzinho rastejante. Ele é cozinhado, não é? Então satisfaçam a vontade e lambuzem-se com o bicho!

11. ÁLCOOL
Este ponto parece óbvio, mas não é.
O consumo de bebidas alcoólicas sempre foi contra-indicado na gravidez e todos sabemos que um consumo exagerado de álcool pode levar a diversos problemas no desenvolvimento do feto. No entanto, nos últimos anos, estudos têm mostrado que o consumo leve ou ocasional de álcool não parece provocar alterações no desenvolvimento do bebé.
A questão que se coloca é "qual o consumo que se possa considerar seguro?" O que pode ser seguro para algumas gestantes, pode levar a problemas a outras. Por isso, continua a ser aconselhável evitar completamente o consumo de álcool na gravidez.

Fonte: internet